segunda-feira, 29 de março de 2010

Em defesa do Daime e outras substâncias


Segundo o Wikipédia, “O Santo Daime é uma manifestação religiosa surgida em plena região amazônica nas primeiras décadas do século XX. Consiste em uma doutrina espiritualista que tem como base o uso sacramental de uma bebida enteógena (para os cientistas, uma droga psicodélica), o ayahuasca, com o fim de catalisar processos interiores e espirituais sempre com o objetivo de cura e bem estar do indivíduo. A doutrina não possui proselitismo, sendo a prática espiritual essencialmente individual, sendo o autoconhecimento e internalização os meios de obter sabedoria.”.

Ainda segundo a mesma fonte: “...a doutrina do Santo Daime é uma missão espiritual cristã, que encaminha os seus praticantes ao perdão e a regeneração do seu ser. Isto acontece porque o daimista, ao participar dos cultos e ingerir o Santo Daime inicia um processo de auto conhecimento, que visa corrigir os defeitos e melhorar-se sempre, para que possa um dia alcançar a perfeição”

Porém o Daime tomou conta dos meios jornalísticos por dois motivos, primeiro, a sua liberação oficial pelo governo para uso religioso e, segundo, o envolvimento do uso do Daime no caso da morte do cartunista Glauco. Afinal, a família do assassino acusa o Daime pelo acontecido.

É importante notar que o uso de plantas psicoativas e alucinógenas com o fim religioso ou de contato com os espíritos, seja da natureza ou de outras esferas, é e vem sendo utilizado a milênios por índios e xamãs de diversas etnias.

É inadimissível culpar o Daime ou ayahuasca pela loucura descontrolada de um assassino como neste caso lamentável.

Porém a maioria de nós, seres humanos ignora o fato de que se algo é liberado para uso religioso ou medicinal como a maconha (é liberada em certos casos para tratamento de doenças crônicas em alguns países), então esta subistância não faz o mal à ela atribuído.

O mesmo se passa com outras substâncias como a cocaína, que é utlizada como um refino do extrato da folha de coca, enquanto que o uso da folha em sí é largamente recomendado no seu país de origem.

Devemos lembrar os estudos que o P.H.D. Timothy Learry realizou com o uso do LSD. E acreditem, ainda tem muita gente que diz que ele criou o composto, quando na verdade, ele foi seu maior defensor e utilizador para fins de reprogramação mental. (Veja o livro: O Gatilho Cósmico – de RAW – Ed. Madras).

Por exemplo, quem está acostumado com os escritos do Carlos Castañeda, sabe que no livro “A Erva do Diabo” esta mesma erva é a Datura, tão conhecida dos hipongos brasileiros como o Lírio, sim, aquela mesma planta do cházinho do capeta.

Já experimentei o tal chá, e acredito que seu efeito alucinógeno possa ser comparado ao do Daime, a diferença é na verdade das circunstâncias em que se faz o uso, lugar, companhia e objetivo.

Notando que, o Lírio, aquele mesmo utilizado pelo Castañeda em sua obra é encontrado em qualquer esquina, é uma planta, simples, muito bonita até, mas que se bem utilizada, abre as portas do paraíso ou do inferno para seu utilizador.

Veja, a “brisa” de alguém fumando maconha na rua, com a possibilidade de tomar um enquadro da polícia a qualquer momento é bem diferente da “brisa” de alguém que fuma a mesma maconha numa praia deserta, querendo meditar, sabendo que não está fazendo nada de errado, pelo menos do ponto de vista místico.

Mas, por conta de alguns malucos que não sabem utilizar nem suas próprias palavras, e que saem por aí propagando suas alucinações regadas a doideira enraizada, todos pagamos.

Devemos lembrar que qualquer substância que altera nossas vibrações, e isso envolve desde um pedaço de chocolate até a mais alucinógena das plantas, passando pelo cigarro e pelos remédios controlados, pode alterar também nossa frequência mental e consequentemente abrir nossos sentidos para algo, digamos, mais sutil.

E o uso abusivo de qualquer uma delas, como o álcool, pode trazer graves consequências. Até quando vamos nos fazer de trouxas ignorantes?

Enfim, este assunto é extenso, e falar sobre o uso de drogas e sua relação com a espiritualidade e magia requer muito esforço e paciência, uma vez que nem todos estão preparados para receber essa carga de informação.

Por hora, deixo apenas a frase abaixo para meditação e que cada um chegue a uma conclusão aceitável. Não quero fazer apologia, mas se não usou e não conhece, não julgue.

“A mente é química, alterando-se a química, altera-se a mente” – Robert Anton Winston – O Gatilho Cósmico – Ed. Madras

M.´.


3 comentários:

  1. Muito bom! Blog de cara nova, ta bonito!

    ResponderExcluir
  2. Olá Marco,

    Muito bom suas seus comentarios e pesquisas sobre o nosso cosmo, continue nesta empreitada, pois seus admiradores crescerão muito mais.

    Parabens

    ResponderExcluir
  3. Puxa Marco, que supresa tive agora. Adorei seu blog. Parabéns pelo trabalho, empenho e dedicação.

    ResponderExcluir

Olá, deixe aqui sua mensagem, crítica, sugestão ou elogio. No final, cada palavra dita é importante e serve para aprimorar a informação fornecida pelo autor.

Obrigado.

M.