Não sei se é o aspecto apelativo da primeira semana ou os atributos de Chesed, o fato é que seguindo por uma linha mística de contemplação ao invés de partir para aparatos complexos de ritualísticas mirabolantes, percebe-se mais o cerne da questão, ou seja, percebe-se mais onde a contagem vai levar.
O fato é, vejo muitas pessoas levando em consideração o aspecto ritualístico da coisa, quando na verdade, o que importa é o místico, o contemplativo, o que modifica interiormente no fundo do pâncreas.
Ainda gosto da idéia de compará-lo (o Sefirat ha Omer) aos exercícios espirituais tanto de Santo Inácio quando de Molinos.
Se nos detivermos nas observações, nas introspecções, veremos que tudo o que está nas dicas e exercícios pode e deve ter como base para as meditações as ações do nosso cotidiano. Assim fica mais cômodo e prazeroso executar os exercícios.
Ontem a noite, adormeci durante a meditação e tive sonhos maravilhosos. Ainda estou tentando decifrá-los, afinal a simboligia é vasta.
Já a parte prática, a medida em que os dias passam, dependendo o aspecto abordado fica um tanto quanto difícil de executar, mas não impossível. Por exemplo, eu deveria no dia de hoje ter oferecido uma mão amiga a um estranho. E, apesar de ter tentado, nenhum estranho apareceu para que eu pudesse ajudá-lo, seja lá de que forma for. Porém ajudei algumas pessoas que não são do meu convívio diário, apesar de conhecê-las. Dependendo do ponto de vista, são de um certo modo estranhas, ou não, o que você, caro leitor, me diz?
É isso, este foi o terceiro dia do Sefirat ha Omer.
Agora vou me preparar para o Quarto dia/noite.
Amanhã nos vemos.
M.´.



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M.