quinta-feira, 5 de junho de 2014

Da Iluminação e do Icognoscível




O Guerreiro estava sentado no alto de um morro, próximo a cidade.

Era  noite, de céu limpo e ele observava as estrelas, absolvido em suas indagações.

Ao notar toda aquela maravilha perante seus olhos, invariavelmente o Guerreiro se perguntou...

“Deve existir uma força criadora, que nos moldou, nos projetou e tudo o mais ao nosso redor”

Então, direcionou seu pensamento para mais longe, para além do que se pode ver, imaginando que o universo manifesto e o imanifesto fucionam como uma cebola, em camadas sucessivas de existência, uma próxima e logo acima da outra, com alguma interação entre elas.

“É claro, deve existir um certo ‘governo’ ou co-criador em cada uma destas camadas ou existências, ou ainda dimensões para ser mais exato...”

“Um Deus criando outro e sendo ao mesmo tempo criado e direcionado pelo superior, conforme se vai subindo pelas camadas, agora cada vez mais sutis e tênues.”

“Mas... e quando se chega na última?  - O que vem depois?”

“Quem criou aquilo que não pode ser descrito?”

Neste momento, algo aconteceu. Um flash iluminou sua mente, um turbilhão de informações jorraram de forma violenta em suas sinapses e o incognoscível pôde  então ser  “fracamente” percebido, como algo que está lá, mas que nossas mentes, ainda embrionárias, não são capazes de vislumbrar.

O mistério existe para ser contemplado, porém o maior deles, jamais será desvendado.

O Guerreiro então, em êxtase com o rompante de iluminação que o atingiu, percebeu que o Caminho Espiritual se faz justamente ao caminhar, sem questionamentos que não podem ser respondidos senão através da fé.

por Marco Antonio Damaceno.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá, deixe aqui sua mensagem, crítica, sugestão ou elogio. No final, cada palavra dita é importante e serve para aprimorar a informação fornecida pelo autor.

Obrigado.

M.