sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Sobre a morte de Eduardo Campos e a banalidade da tecnologia




Bom, procurei me abster sobre os diversos posts e comentários referente a morte do presidenciável Eduardo Campos.


Mas, acho que algumas palavras se fazem necessárias, dado meu pouco conhecimento sobre diversos assuntos e sobre a vida em si.


Esta semana, a morte não apenas levou um político, que pelo pouco que pude ler a seu respeito (Não, ele não era minha opção de voto em Outubro, como passou enigmaticamente ser a de muitos), mas levou também um bom pai, esposo e ser humano.

A morte nos deu um tremendo tapa na cara e uma das mais profundas lições que pudemos ter nos últimos anos.

Por que?

Você já parou pra pensar, por exemplo, em tudo o que aconteceu nos dias que antecederam a morte do Eduardo?

Li em algumas matérias, que na noite anterior ao acidente, ele estava muito otimista e havia comemorado com a família a participação num programa de entrevistas na televisão. Eu mesmo havia visto uma entrevista com ele no Jornal Nacional. Minha esposa, teve uma pequeno insight da lição que a morte nos deu ao ficar chocada, como tantos ficam, justamente com o fato de que um dia antes ele estava alí, bem na nossa frente, carismático e de repente, bum! Ele não está mais lá e nem há mais a possibilidade de sua volta. Imagina quantos planos, quanto conhecimento, quantas lições de vida de uma hora pra outra simplesmente desapareceram na eternidade...

Entenderam?

Essa é a lição, independente do que esteja acontecendo, viva! 

Viva sua vida intensamente, como se não houvesse amanhã...

“É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há...” já nos dizia Renato Russo. e Como na foto deste post, em Romanos.

Essa é uma lição tão antiga, e ao mesmo tempo tão necessária nos dias de hoje, em que a tecnologia e a banalidade nos suplantam a única coisa que nos tornam humanos, o amor, a simpatia pelo próximo, a delicadeza e a sensibilidade de sentir (não viver) suas dores, amores, alegrias, tristezas, conquistas e derrotas.

E no entanto, o que vimos com este acidente foram brincadeiras (de muito mau gosto), fofoca (juro que detesto isso) e muito poucas reações verdadeiras de solidariedade com a família, não só do Eduardo, mas de todas as outras pessoas que estavam com ele no momento fatídico.

Confesso que senti uma vergonha enorme de ler certos posts e comentários nas redes sociais, nos sites de jornais e outros.

O que a vida e a morte nos pedem é simples...

Viver, intensamente, amar o dobro.

Quantas vezes você largou o celular ou o computador para dizer a alguém que te ama, o quanto você o(a) ama também?

É por estas e outras lições que dedico a maior parte do meu tempo livre a passar com a minha família, meus filhos, minha esposa, afinal, não sei o que acontecerá nos próximos minutos, muito menos amanhã, pois um dos grandes mistérios do bem viver está justamente nisso, no mistério, na incógnita.

Procuro sempre passar estes valores aos meus filhos, principalmente neste momento em que o mundo passa por mudanças e acontecimentos tão profundos. 

Doenças, guerras, acidentes e clima. Anda tudo tão invertido e maluco, que a única coisa em que consigo pensar é em amar, e passar isso para aqueles que ficarão quando eu for pro outro lado da ponte com a “Ossuda” (parafraseando a escritora Márcia Frasão).

E você, no que tem pensado? Já pensou em deixar esse seu egoísmo de lado, e dizer as pessoas o quanto se faz importante e urgente amar?

Tenham todos uma ótima sexta!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá, deixe aqui sua mensagem, crítica, sugestão ou elogio. No final, cada palavra dita é importante e serve para aprimorar a informação fornecida pelo autor.

Obrigado.

M.